O Dilema do Onívoro

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Quando entrei na cozinha, e nela descobri o meu lugar, saboreei o interesse pelo estudo de assuntos em comum e ao mesmo tempo bem diversos. Comprei livros que falam dos processos químicos, livros de receitas, livros com passo-a-passo dos processos e técnicas… No meio dessas novas práticas e leituras uma visão crítica desenvolveu-se no meu olhar e passei a questionar de onde vinha o que comemos, a plantar o que cabia (e o que parecia não caber) no meu estreito canteiro, a procurar os pescadores ao invés da peixaria, os produtores na feira ao invés da quitanda.

Enquanto a cozinha me transformava recebi uma preciosa indicação de leitura da amiga Melissa: O Dilema do Onívoro. Foi um livro importantíssimo nesse processo porque através dos olhos do autor, o Michael Pollan, eu entrei nas fazendas industriais dos Estados Unidos, entendi como os alimentos são decompostos para só depois virarem Franksteins nas prateleiras dos supermercados, conheci a crueldade na criação do gado, dos porcos e das galinhas, entendi melhor o nicho dos orgânicos e pude perceber o quão distante essa nomenclatura está hoje de sua filosofia original. Horrorizada com toda a distorção na alimentação humana, mas entendendo-a melhor, pude começar a elaborar como transformá-la no meu dia-a-dia; e fiquei faminta por mais leituras como esta.

Acabei de receber da Amazon dois outros livros que encomendei instigada pelo Michael Pollan, o Appetite for change (que ele denomina a bíblia dos orgânicos) e o Second Nature: a gardener’s education. Ainda levará algum tempo até que eu os leia e possa comentar; mas o farei, prometo. E enquanto isso, se há em você essa sementinha que também cresce em mim, leia O Dilema do Onívoro. E depois venha me fazer uma visita, colher comigo o capim cidreira da horta e, com uma xícara de chá em mãos, me contar suas impressões.

Os links nas imagens e no texto levarão você direto para o site da Livraria Cultura com maiores informações sobre essas obras.
Para conhecer outros livros que estão na minha prateleira ou compõem minha lista de desejos: clique aqui.

A pílula azul que revolucionou a vida sexual de homens e abriu a discussão para temas tabus como a impotência sexual entre homens e mulheres.

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4 comentários

  1. celialice diz:

    Pelos seus comentários imagino o trágico que apresenta do modo como produzimos comida… Quando entrei em contato com os amigos Straight Edge de Tais recebia fowards com imagens tão cruéis que na época parei de comer frango…

    Atualmente busco me abastecer sempre que possível de alimentos mais naturais e diminuir o consumo de carne. Quanto a ler o livro… sem estômago… o trailler com os Straight Edge foi suficiente.
    Mas vale a indicação, quem sabe um dia pego seu volume emprestado…
    Bjs

    1. Mas o livro não é pesado, pelo contrário. Apresenta essas crueldades de maneira lúcida mas aponta caminhos e, melhor, mostra que há muita gente, num movimento crescente, comprometida com uma criação/plantio/consumo saudável. Vale a leitura; no meu caso, ao invés de deprimir, fez brilhar os olhos ao ver que é possível, na realidade do autor e na minha, consumir de maneira sustentável e consciente. :)

  2. Eu sou uma historiadora comilona e vim parar aqui!
    O Dilema do Onívoro é leitura obrigatória para História da Alimentação lá na USP, onde há um pesquisador do tema e também de drogas, o Henrique Carneiro – autor do livro Comida e Sociedade, que é um doce de pessoa. O Dilema do Onívoro é excelente! Recomendei para o meu pai, um velhinho que cultiva por volta de 60 variedades de frutas, verduras e legumes no quintal de casa – meu sonho! – e é claro que ele adorou!
    Parabéns pelo blog!

    1. Nossa, Nati, que pai mais inspirador!! Tenho uma pequena horta e sonho com um terreno meu cheio de frutas e com algumas galinhas. :) Isso sim é um luxo, né?!
      Apesar de estar com uma fila enorme de leituras, vou procurar o Comida e Sociedade.
      Beijo, bem-vinda e até breve!

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