Alimentos Regionais Brasileiros e as bifurcações da vida

O conteúdo que compartilho neste post ­­­­­― uma publicação sobre alimentos regionais brasileiros ― me fez pensar nas bifurcações da vida. Filha de pais separados, fazer escolhas nunca foi das tarefas mais fáceis para mim. Aprendi cedo que para estar com minha mãe, eu necessariamente teria que abrir mão de estar com meu pai. Criança sofre muito, gente. (risos) Com a maturidade, fui aprendendo a dissociar as escolhas do sofrimento e, de quase uma década para cá, as grandes escolhas que fiz foram totalmente assertivas e acertadas. A ênfase saiu do sofrimento para dar lugar à alegria de poder escolher. Ter escolha, muitas vezes, é privilégio.

Há oito anos eu morava em Vitória, onde ainda moram meu pai e meus grandes amigos. Apaixonei-me por um paulistano e não pensei meia vez quando fui pedida em casamento: mudei para São Paulo. Quando sentimos falta de natureza e ar puro, hesitei apenas alguns minutos e, poucos meses depois, morávamos em Ubatuba. Anos mais tarde, percebemos que seríamos mais felizes separados e, sob protesto dos amigos, sequer pensei em voltar para Vitória.
Permaneci em Ubatuba, cidade que vem promovendo tantas quebras de paradigmas. Aqui a natureza deixou de ser paisagem e entendi que fazemos parte dela. Aqui, a comida não vem só do supermercado, mas das mãos de quem plantou e também do meu próprio jardim. Aqui entendi a importância e a riqueza de consumir alimentos da estação. Aqui, onde eu só via mato, descobri comida. Lá atrás, quando por amor encarei São Paulo, eu não podia imaginar que aquela bifurcação da vida descortinaria um horizonte tão livre e leve. alimentos regionais brasileiros

Alimentos Regionais Brasileiros

E se não fosse todo esse caminho, eu provavelmente não daria grande importância a esse livro virtual que a amiga Lenina compartilhou comigo. Alimentos Regionais Brasileiros foi produzido pelo Ministério da Saúde e a catalogação está dividida pelas regiões do País. Muitos alimentos não estão nas quitandas e nos supermercados, mas sim em canteiros e quintais pelas cidades, interiores e litorais do Brasil. É o caso da beldroega e da capuchinha, ilustres desconhecidas da maioria, mas já muito presentes em restaurantes badalados. O livro traz ainda uma análise nutricional de cada alimento, receitas tradicionais e algumas curiosidades. Vejam só a pinha: “(…) As folhas, as raízes e, principalmente, as sementes da pinha apresentam propriedades inseticidas.”.

Cliquem aqui e aproveitem essa publicação incrível e gratuita.

E quanto às bifurcações da vida, quando elas surgirem, encarem-nas com carinho, cientes que o passo que damos agora pode nos levar por caminhos que jamais imaginamos trilhar.

Já há algum tempo, o , No entanto, embora seja um remédio de sucesso, existem alguns riscos e contra indicações que devem ser avaliados.

Você também pode gostar...

12 comentários

  1. Como sempre, tudo que você escreve é bonito. Felicidades e muito sucesso para você. Beijos.

    1. Obrigada por essa lindeza de comentário, Simone. :)

  2. maurino hermes diz:

    materia de primeirissima qualidade , gostaria de adquirir um exemplar ja estou entrando na area da gastronomia, essa publicação será de grande valia.!

    1. É só clicar no link e fazer o download gratuito, Maurino. Que seu caminho pela gastronomia seja muito prazeroso.

  3. Márcia C.de Souza diz:

    Esta postagem está maravilhosa! Obrigada por dividir essa preciosidade!

    1. É um prazer dividir com vocês o que é precioso para mim, Márcia! :)

  4. Adorei o livro…mas teu texto mais ainda. Entender que escolhas são um privilégio e se alegrar com isso…fantástico!
    Te agradeço demais a generosidade em compartilhar tuas reflexões.
    Um beijo.

    1. Obrigada, Diana. Essa interlocução com vocês é especial para mim.
      Beijo!

  5. Maria Antonia d'Arce diz:

    Ainda não li o livro…mas o que você escreveu para anunciá-lo já me fez pensar bastante nas escolhas que tenho feito!
    Obrigado!

    1. <3

  6. Margarida diz:

    Maria, adorei esse post, lindo texto!
    Adoro esse tema do regionalismo dos ingredientes, tambem andamos pesquisando sobre isso…. e tambem fazemos do nosso jardim nossa hortinha de resgate…quem sabe não trocamos umas mudas e sementes? Feijao gigante, ora-pro-nobis, cara-moela…vou baixar o livro, muito obrigada!

    1. Claro, Margarida! Apesar da horta de vocês ser muito mais \”séria\” que a minha, vou amar essa troca. :)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.